quinta-feira, 23 de junho de 2011

São Félix é ponto de partida para a Ilha do Bananal

Fotos: Sandra Carvalho
 O município de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso, localizado na margem do belo Rio Araguaia, é um dos pontos de partida para a famosa Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial em extensão do mundo.

A aldeia de Santa Isabel, da tribo Karajá, localizada nas terras de São Félix, pode ser visitada com autorização da Funai, o passeio contempla apresentação da dança indígena aruanã, além do artesanato de palha de buriti, plumagens e cerâmica.
 Uma das maiores atrações da região são as pescarias nos meses de abril a julho, quando o rio está baixo e é possível fisgar mandis, tucunarés, matrinxãs, corvinas, mandubés, barbados e dourados. Nos meses de novembro a fevereiro, quando acontece a piracema, a pesca é proibida.

Outra atração é as dezenas de praias fluviais do Rio Araguaia, com areias claras e águas transparentes. Não deixe de fazer um passeio de barco para apreciar a rica flora e fauna da região.



domingo, 19 de junho de 2011

Os Botos do rio Araguaia

Foto de boto sainda para respirar nas águas do rio Araguaia

O Rio Araguaia desempenhou um papel de destaque na história da cidade: No passado serviu de entrada para os pioneiros, de palco para os garimpeiros e de cenário para a Guerrilha do Araguaia. Hoje é uma das maiores atrações da cidade, atendendo aos amantes dos esportes náuticos e da pesca, com peixes típicos da bacia Amazônica .

Na época da seca (de maio a outubro) surgem belíssimas praias, atração irresistível para as milhares de pessoas que aqui vêm em busca do sol e do clima alegre de verão, justamente na época em que o sul e o sudeste do país estão em pleno inverno. O toque exótico fica por conta dos saltos que os botos cinza ou cor de rosa costumam dar nos fins de tarde nas águas deste majestoso rio. O porto é o local de embarque e desembarque para barcos, lanchas e Jet-skis no Araguaia, com arquibancadas de concreto para eventos náuticos, restaurante flutuante e lanchonetes.

Veja o vídeo:




quinta-feira, 16 de junho de 2011

São Félix vai sediar II Etapa do Circuito estadual de Vôlei de Praia

Primeira etapa do Circuito Estadual de Vôlei de Praia foi em Cáceres.

A cidade de São Félix do Araguaia, 1.150 km ao nordeste de Cuiabá, vai sediar a II Etapa do Circuito Estadual de Vôlei de Praia de 15 a 17 de julho. O evento está na programação do 23º Festival de Praia de São Felix, o maior da região, e que acontece de 9 a 31 de julho com uma vasta programação cultural e esportiva.

O presidente da Federação Mato-grossense de Vôlei, Nicanor Lopes Dias, informa que o circuito tem papel importante para as duplas por possibilitar a classificação para o ranking estadual do Circuito Banco do Brasil. “Aquela que obtém a melhor pontuação automaticamente está classificada”. A primeira etapa do Circuito Estadual de Vôlei foi realizada em Cáceres, durante o Festival Internacional de Pesca (FIP).

Para o secretário de Esportes de São Félix, Valdeci Rodrigues de Carvalho, o circuito vai atrair um público muito maior ao festival de praia. “A confirmação da realização da segunda etapa em nossa cidade é motivo de comemoração, porque São Félix sempre valorizou o esporte e, sem dúvida, o evento atrairá atletas de todo o estado para a competição”.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Queimadas: Prefeito de São Félix critica falta de assistência técnica ao pequeno produtor

Prefeito de São Félix, Filemon Limoeiro (Foto: Vanessa Lima)

O prefeito de São Félix do Araguaia, região nordeste de Mato Grosso, Filemon Limoeiro criticou, durante audiência pública promovida ontem à noite no seu município para discutir a questão das queimadas na região, a falta de orientação técnica aos pequenos produtores. “Eu acho que deviam aproveitar essas audiências para informa-los sobre como tratar a terra sem a necessidade de queimadas”, sugeriu o prefeito, lamentando que durante todo nenhum dos participantes tenha se preocupado com isto.

Filemon lembra que foi o governo que colocou essas famílias nas terras com a orientação para desmatar e plantar. “Agora vemos o Ministério Público e a Sema só falando em punir”, criticou o gestor, lamentando que nada tenha sido dito sobre como evitar as queimadas durante a audiência pública.

Ele lembrou que o pequeno produtor não tem trator de esteira e nem de pneu, apenas motosserra para derrubar as árvores. “Nós temos que ensinar esse povo como fazer para desmatar sem queimar e também como recuperar a área já desmatada”, acrescentou Filemon, lembrando que a Prefeitura de São Félix, com apenas um trator, está evitando 241 focos de queimada no município. “Nós colocamos essa máquina para gradear para 241 famílias”, contou, observando que se o município tivesse mais um trator poderia contribuir ainda mais com a redução das queimadas em São Félix, considerado um dos que mais queimou em 2010.

“Se o governo federal tivesse reduzir a queimadas e dar qualidade de vida a esse povos.  O que nós queremos e fazer com que o pessoal que mora aqui não queime mais. Eles precisam de orientação e isso nós não vimos aqui (na audiência pública). Até agora ninguém falou nisso”, ressaltou, contabilizando que 80% dos focos de queimada que ocorrem no município são provocados por pequenos proprietários por falta de apoio técnico.

E completou:  “Peço a todos que estão aqui que façamos palestras nos distritos, porque lá é que está o foco, e lá que está o problema maior. O fogo não sai da cidade, sai lá do interior para onde devemos levar um conhecimento maior de como trabalhar a terra e corrermos atrás do governo federal para cumprir o que foi prometido, que é nos passar maquinários”.

Entrevista: Vanessa Lima, de O Repórter do Araguaia
Texto: Sandra Carvalho

Quatro municípios do Araguaia assinam pacto para redução das queimadas

Foto: Vanessa Lima

Pela primeira vez uma audiência pública consegue assinatura de quatro prefeituras assumindo o compromisso de reduzir o índice de queimadas em até 65% em relação a 2010. Foi o que aconteceu ontem (14/06) à noite em São Félix do Araguaia, 1.150 km ao nordeste de Cuiabá, onde foi realizada audiência promovida pelo Ministério Público Estadual. Muita polêmica durante as discussões que culminaram com o pacto.

Além do prefeito de São Félix, Filemon Limoeiro, assinaram o pacto prefeitos de Novo Santo Antônio, Valdemir da Silva (Quatro Olho); de Luciara, Parassu de Souza Freitas; e de Alto Boa Vista, Vanderley Perin. O documento também foi assinado pela promotora de Maria Pessoa de Lima e pelo juiz da Comarca de São Félix, Marco Antônio dos Santos.

Esta foi a décima edição de uma série de audiências que ocorrem no Estado desde o dia 9 de maio, com o lançamento do programa Mato Grosso Unido Contra as Queimadas, em Cuiabá. As últimas audiências serão realizadas em Canarana (16 de junho) e Cáceres (21 de junho).

Entrevista: Vanessa Lima, de O Repórter do Araguaia
Texto: Sandra Carvalho

terça-feira, 14 de junho de 2011

Queimadas é tema de audiência pública hoje em São Félix do Araguaia

O alto índice de queimadas registrado ano passado em São Félix do Araguaia, a 1.150 km ao nordeste de Cuiabá, levou o Ministério Público de Mato Grosso a promover às 19 horas de hoje (14/06) uma audiência pública no centro comunitário do município. Para o prefeito Filemon Limoeiro, esta será uma oportunidade impar da sociedade debater o tema e buscar mecanismos para reduzir este tipo de prática.

“Fazemos um trabalho de formiguinha, orientando a população no dia a dia, especialmente na zona rural. Porém, faz-se necessário um trabalho em conjunto, unido esforços dos vários setores da sociedade, para reduzirmos as queimadas a partir da conscientização”, observa o prefeito, acreditando que a audiência pública traga resultados eficientes neste processo de preservação do meio ambiente e a vida.

A Comarca de São Félix do Araguaia foi instalada no dia 25 de setembro de 1982 e pertence à categoria de Primeira Instância. Dotada de duas varas e dois juizados especiais, sendo um cível e um criminal, possui 6.815 processos em tramitação (dados da Corregedoria Geral da Justiça – abril). A comarca é dirigida pelo juiz Marco Antônio Canavarros dos Santos.

Esta será a décima edição de uma série de audiências que ocorrem no Estado desde o dia 9 de maio, com o lançamento do programa Mato Grosso Unido Contra as Queimadas, em Cuiabá. As últimas audiências serão realizadas em Canarana (16 de junho) e Cáceres (21 de junho). 

O encanto bucólico das praias do Rio Araguaia

Muito mais do que pesca, o Araguaia é o ambiente propício para o
esporte e passeios em suas ilhas. (Fotos: Sandra Carvalho)

Três ecossistemas muito particulares se encontram em São Félix. E é dessa mescla de Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal que surge a encantadora variedade de verdes que domina as margens do Araguaia em qualquer época do ano. Mas a região também tem algo muito único, especial: as chamadas praias de rio, formadas graças ao fenômeno da vazante.

Quando o Araguaia começa a baixar, em maio, os moradores festejam. Afinal, é hora de receber turistas. Eles chegam interessados em se divertir nas praias de rio - e não em apenas pescar, como os visitantes costumeiros da região.

Por sorte, o período de seca coincide com as férias escolares e famílias inteiras escolhem São Félix como destino. Música mato-grossense e barraquinhas tomam as margens do rio, modificando a rotina da pacata cidade em julho.

Gaivotas dão show a parte às margens do rio Araguaia.
Visual raro - Quis a natureza que as praias mais bonitas fossem também as mais escondidas, nos entremeios dos Rios Araguaia e das Mortes. Um capricho que você supera com 20 minutos de barco, num passeio sem chance de arrependimento.

A experiência de colocar os pés na areia fina dessas praias fica ainda mais interessante pela possibilidade de encontrar o que não poderia ser visto em zonas movimentadas, como ovinhos de gaivota camuflados no chão. É que a calmaria dessas ilhas oferece a segurança que os pássaros precisam para botar seus ovos. Se algum turista resolver assistir de camarote aos nascimento dos filhotes, as gaivotas começam a fazer uma ronda preventiva perto do ninho. Não tema: elas não chegam a atingir ninguém com seus rápidos vôos rasantes. (Bruna Fioreti/Agência Estado)


domingo, 12 de junho de 2011

Festival no G1: evento tem repercussão nacional

O 23º Festival de Praia de São Félix do Araguaia, o maior evento da região, e que recebe turistas de todo o Brasil e inclusive de outras países, ganha espaço no G1, site da Rede Globo/TV Centro América. Clique no link e confira:

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/06/festival-de-praia-no-interior-de-mt-reune-turistas-de-todo-o-pais.html

sábado, 11 de junho de 2011

Festival de Praia começa dia 9 de julho em São Felix, o maior do Araguaia

Local do evento receberá toda infraestrutura para receber milhares de visitantes.
O 23º Festival de Praia de São Félix do Araguaia será aberto no dia 9 de julho e se estende até o dia 31. Serão 23 dias de festa, cuja programação está sendo finalizada pela Secretaria Municipal de Turismo. Localizada a 1.150 km de Cuiabá, São Félix anualmente atrai milhares de visitantes para o maior festival de praia da região, uma das mais belas de Mato Grosso. A expectativa é de que o evento reúna 25 mil pessoas nesta edição, que promete marcar época.

São Félix do Araguaia tem um forte potencial turístico relacionado às suas belezas naturais, principalmente do rio Araguaia, e às manifestações culturais, tradicionais e indígenas. Neste contexto, o Festival de Praia de São Felix do Araguaia é uma referência regional de lazer e cultura para seus habitantes e visitantes, e já ocorre há 23 anos na cidade.

O evento se estende por três semanas em julho quando acontecem atividades culturais, como apresentações musicais e cênicas, palestras, oficinas de artes, visando valorizar a diversidade cultural. Marinete Furtado, secretária de Turismo e Meio Ambiente de São Félix, observa que o festival também é importante na geração de renda, impulsionando o comércio local.

Durante o evento é realizado o Festival Araguaia da Canção, que abre espaço para artistas novos e independentes divulgarem seus trabalhos. “A Prefeitura de São Félix tem trabalhado para trazer cada vez mais atrações de qualidade para a sua programação a fim de consolidar sua importância cultural na região”, completa o prefeito Filemon Limoeiro, um dos grandes incentivadores do festival. No ano passado o evento  foi encerrado pela banda Calypso.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dom Pedro Casaldáliga: um ícone internacional em São Félix

Dom Pedro vive com simplicidade em São Félix.
(Foto: Sandra Carvalho)
Nos anos 60 e 70, São Félix do Araguaia era mais conhecida por ser um possível foco de guerrilha do que por seus atributos naturais. Era época de ditadura militar no País e a cidade abrigava Pedro Casaldáliga, um religioso espanhol que fez história por defender minorias sem medo de enfrentar o governo.

Considerado o primeiro homem a denunciar o trabalho escravo no Brasil, ainda na década de 1970, d. Pedro atraía opositores da ditadura como um ímã. Por isso, fez da cidade que escolheu para viver um alvo constante do regime. Ele próprio sofreu alguns atentados.

Hoje, o catalão nascido em 1928 é história viva. D. Pedro mora numa casa pequena e charmosa no centro de São Félix. Na varanda que dá para o quintal, ainda escreve poesias, estuda Teologia da Libertação e, sobretudo, continua a se colocar à frente de índios, grupos de sem-terra e quaisquer minorias atingidas pelos "males do capitalismo selvagem e dos latifúndios".

A aparência frágil esconde sua veemência na defesa dos mesmos ideais de outrora. Em poucos minutos de conversa, ele dispara: "Esse governo está em cima do muro com relação à reforma agrária e aos índios." O ar crítico e inconformado é o mesmo da juventude.

Mas d. Pedro acompanhou a mudança dos tempos: fala que hoje as pessoas são menos maleáveis e diz que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já não tem a mesma força do início. Alega que ainda existe o voto de cabresto e áreas como São Félix têm muito a conquistar na questão da terra. Enquanto índios, pobres, negros e o próprio Araguaia estiverem por ali, ele diz que também estará.

História - Ingressou na Congregação Claretiana em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952. Em 1968, mudou-se para a Amazônia Brasileira.

Foi nomeado administrador apostólico da prelazia de São Félix do Araguaia no dia 27 de abril de 1970. O Papa Paulo VI o nomeou bispo prelado de São Félix do Araguaia (Mato Grosso), no dia 27 de agosto de 1971. Sua ordenação episcopal deu-se a 23 de outubro de 1971, pelas mãos de Dom Fernando Gomes dos Santos, Arcebispo de Goiânia e de Dom Tomás Balduíno, OP e Dom Juvenal Roriz, CSSR. Foi bispo da sé titular de Altava até 1975.

Adepto da teologia da libertação, adotou como lema para sua atividade pastoral: Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar. É poeta, autor de várias obras.

Dom Pedro já foi alvo de inúmeras ameaças de morte. A mais grave, em 12 de outubro de 1976, ocorreu no povoado de Ribeirão Bonito (Mato Grosso). Ao ser informado que duas mulheres estavam sendo torturadas na delegacia local, dirigiu-se até lá acompanhado do padre jesuíta João Bosco Penido Burnier. Após forte discussão com os policiais, o padre Burnier ameaçou denunciá-los às autoridades, sendo então agredido e, em seguida, alvejado com um tiro na nuca. Após a missa de sétimo dia, a população seguiu em procissão até a porta da delegacia, libertando os presos e destruindo o prédio. Naquele lugar foi erguida uma igreja.

Por cinco vezes, durante a ditadura militar, foi alvo de processos de expulsão do Brasil, tendo saído em sua defesa o arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns.

No ano 2000, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Campinas.
Apresentou sua renúncia à Prelazia, em conformidade ao Can. 401 §1 do Código de Direito Canônico, em 2005. No dia 2 de fevereiro de 2005 o Papa João Paulo II aceitou sua renúncia ao governo pastoral de São Félix. Dom Pedro foi sucedido pelo bispo Dom Leonardo Ulrich Steiner. (com Bruna Fioreti/Agência Estado e Wikipédia)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Além de belo e misterioso, o rio Araguaia é a grande opção para a pesca esportiva

O pôr do sol em São Félix, onde o Araguaia reina absoluto.
(Foto: Sandra Carvalho)
O Rio Araguaia é possivelmente um dos mais piscosos do mundo, sendo comparável ao pantanal mato-grossense, tanto em volume de pescado quanto em quantidade de espécies disponíveis.

Na seca, o rio atraí milhares de turistas.
(Foto: Sandra Carvalho)
A preservação dessa característica tem sido uma preocupação constante, e nesse sentido, o turista desempenha um papel de importância fundamental, necessitando uma conscientização de sua responsabilidade como agente passível de influir no equilíbrio ambiental inerente.

A melhor época para se pescar no Araguaia está situada em dois períodos curtos. O primeiro em março ou abril, no final das grandes chuvas de verão. O segundo no final de outubro ou início de novembro, logo no início das chuvas. Em ambos os casos, não dura mais que uma ou duas semanas. A temporada oficial, de maio a setembro, também oferece boas oportunidades, e é nela que se concentra toda a atividade que dá suporte ao turista.

Na cheia, moradores se refrescam à beira do cais.
(Foto: Vanessa Lima/O Repórter do Araguaia)
Ter o apoio de alguém residente no local ou ponto que se pretenda demandar pode ser um trunfo importante. Existem associações de guias ou piloteiros em diversas localidades à margem do rio. Fazer um contato prévio com tais entidades é uma boa medida. Os hotéis ou pousadas, não raro oferecem serviços semelhantes. De qualquer forma, prevalece uma regra básica: quem melhor informado estiver, melhor resultados obterá!

A pesca nos cardumes, atualmente proibida - pela agressão ambiental imanente -, deve ser evitada. É necessário admitir que o simples fato do uso dos motores de popa, e conseqüente poluição (óleo 2T e gasolina - resíduos) já agride o meio-ambiente de forma irreversível.

Fonte: www.rioaraguaia.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

Os Karajá é sua exótica beleza integram o cenário do Araguaia

Fotos: Sandra Carvalho
 A presença dos índios Karajá em São Félix do Araguaia torna ainda mais exótica a visita a esta belíssima região mato-grossense, ainda pouco explorada. Os indígenas convivem tranquilamente com a população do município. A troca de conhecimentos é inevitável. Diariamente dezenas deles chegam e saem da cidade, onde comercializam seus coloridos artesanatos, fazem compras, se divertem.
No Festival de Praia de São Félix, visitantes se deixam pintar pelos Karajá. As índias fazem delicados desenhos (tatuagens) com símbolos da etnia, no corpo dos turistas. A tinta é a base do jenipapo e dura no máximo uma semana. Enfeites de cabelo produzidos pelos Karajá adornam a cabeça das turistas, que se rendem às pulseiras, brincos e colares.

Histórico - Os Karajá têm o rio Araguaia como um eixo de referência mitológica e social. O território do grupo é definido por uma extensa faixa do vale do rio Araguaia, inclusive a maior ilha fluvial do mundo, a do Bananal, que mede cerca de dois milhões de hectares.


Suas 29 aldeias estão preferencialmente próximas aos lagos e afluentes do rio Araguaia e do rio Javaés, assim como no interior da ilha do Bananal. Cada aldeia estabelece um território específico de pesca, caça e práticas rituais demarcando internamente espaços culturais conhecidos por todo o grupo. 


Isto mostra uma grande mobilidade dos Karajá que apresentam como uma de suas feições culturais a exploração dos recursos alimentares do rio Araguaia. Eles têm, ainda hoje, o costume de acampar com suas famílias em busca de melhores pontos de pesca de peixes e de tartarugas, nos lagos, nas praias e nos tributários do rio, onde, no passado, faziam aldeias temporárias, inclusive com a realização de festas, na época da estiagem do Araguaia.

Com a chegada das chuvas, mudavam-se para as aldeias construídas nos grandes barrancos, a salvo das subidas das águas, onde, em alguns lugares, ainda hoje fazem suas roças familiares e coletivas, locais de moradia e cemitérios. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Projeto do Circuito de Praia do Araguaia foi elaborado pela Unemat de Nova Xavantina

Prof. Alex Sandro Barbosa, da Unemat
(Foto: Vanessa Lima, O Repórter do Araguaia)
O projeto do Circuito de Praia do Araguaia apresentado pela Secretaria Estadual de Turismo de Mato Grosso esta semana aos municípios da região que realizam festivais de praia foi idealizado por acadêmicos do curso de Turismo da Unemat de Nova Xavantina. A ideia é promover a integração entre os municípios que compõe a região do Araguaia

“Temos hoje como foco de ação da proposta os municípios de Barra do Garças, Cocalinho, Luciara, são Félix e Santa Teresinha, que são os municípios que já desenvolvem o festival de praia. Mas nós queremos ir alem disso, ou seja propor ações que possam incrementar, desenvolver, melhorar no que é trabalhado nesses festivais”, informa o coordenador do curso de Turismo da Unemat, professor Alex Sandro Barbosa.

Para isso, informa o professor,  a Sedtur procurou a coordenação do curso para, através de um termo de cooperação, juntos trabalharem no desenvolvimento de uma proposta que possa integrar esses municípios e como foco criar um produto onde se possa vender a região do Araguaia como um todo, contemplando todos os municípios que possam desenvolver turisticamente no Araguaia.

“Sobre a copa de 2014, nós somos sabedores que o raio de ação definido pelo Governo Estado é de duzentos quilômetros em torno de Cuiabá onde esta a principal porta de entrada por causa do aeroporto e tudo mais. Porem, apesar de estarmos distante da capital, nós temos sim possibilidade de aproveitar desse momento”, pontua o coordenador.

Ele acredita que a demanda que virá para o estado é muito alem daquilo que a região de Cuiabá tem a oferecer. “E para isso precisamos criar produtos que possam complementar aqueles que serão oferecidos nesse raio da copa do mundo”, frisa, ressaltando que o mais importante de tudo é o que vai ficar de benefícios pós-copa.

“O turista pode ver Araguaia, Serrado, Amazônia, pantanal, ou seja pode ver muito mais do que aquilo que ele viu assistindo um único jogo em Cuiabá.  Por isso então que podemos, sim, participar desse processo porem precisamos nos capacitar, nos preparar para este momento”, pondera.

Unemat defende investimentos no turismo do Araguaia para Copa 2014


O coordenador do curso de Turismo da Unemat de Nova Xavantina, Alex Sandro Barbosa, defende que o Governo do Estado invista também no turismo na região do Araguaia com vistas a Copa 2014. Ele acredita que o Estado deve vender não apenas a imagem de uma parte de Mato Grosso (200 km no entorno de Cuiabá), porque o turista que vir à Capital para assistir aos jogos vai querer conhecer outras belezas de Mato Grosso.


“Nós somos sabedores que o raio de ação definido pelo Governo Estado é de duzentos quilômetros em torno de Cuiabá onde esta a principal porta de entrada por causa do aeroporto e tudo mais. Porem, apesar de estarmos distante da capital, nós temos sim possibilidade de aproveitar desse momento”, pontua o coordenador.

Ele acredita que a demanda que virá para o estado é muito alem daquilo que a região de Cuiabá tem a oferecer. “E para isso precisamos criar produtos que possam complementar aqueles que serão oferecidos nesse raio da copa do mundo”, frisa, ressaltando que o mais importante de tudo é o que vai ficar de benefícios pós-copa.

“O turista pode ver Araguaia, Serrado, Amazônia, pantanal, ou seja pode ver muito mais do que aquilo que ele viu assistindo um único jogo em Cuiabá.  Por isso então que podemos, sim, participar desse processo porem precisamos nos capacitar, nos preparar para este momento”, pondera.

O professor defende a participação de todos os prefeitos da região neste processo, “até porque o poder público local conhece como ninguém a sua realidade e sabemos que os recursos orçamentais são escassos. Então precisamos unir esforços para pensar juntos uma política maior tendo como parceria o Governo do Estado e também o Governo Federal”, completa o coordenador reconhecendo que para isso é preciso ter bons projetos.